quinta-feira, 12 de maio de 2011

Libra – De 23 de Setembro a 22 de Outubro

Regências e Relações

Região do corpo: Rins
Metal: Cobre
Pedras preciosas: Crisolita
Perfume: Gálbano
Planta: Pinho e cipreste
Flor: Narciso
Planeta: Vênus
Cor: Verde
Elemento: Ar
Palavra-chave: Amor
Dia da semana: Terça-feira
Arcanjo Regente: Uriel
Gênios do Zodíaco: Grasgarben e Hadakiel
Tattwa: Vayú

Querido discípulo:

Estamos agora no signo equilibrante de Libra. Este signo é casa de Saturno e Vênus.

Os planetas Lua, Mercúrio, Vênus, Sol, marte, Júpiter e Saturno, vivem e palpitam dentro de nossa consciência.

A alma desabrocha e se desenvolve dentre deste sistema solar que vive no fundo mesmo de nossa consciência.

Entre a morte e o novo nascimento, as almas boas devem se desenvolver dentro de cada uma das auras planetárias, cujas misturas formam aquilo que todos os livros espiritualistas denominam de planos.

Libra é o signo das forças equilibrantes e as forças de nosso organismo humano devem equilibrar-se em forma total nos rins.

Todas as forças do Universo vivem buscando equilíbrio e nós devemos aprender o equilíbrio de todas as forças.

Não deveis misturar forças antagônicas, porque de tal mistura resultam forças terrivelmente destrutivas. Fixai-vos bem naqueles que vos rodeiam e não vivais em uma casa com pessoas cheias de ódio ou superficialidade, porque esta mistura de forças antagônicas cria forças destrutivas para vós e para os que convivam convosco. Aprendei pois a usar o força do equilíbrio.

Os intelectuais terminam vaiados ou loucos porque atentam contra as forças do equilíbrio.

Imaginai um encontro de forças formando um X. Se vós fixais intensamente a atenção no centro das forças que formam o X, então entorpecereis a circulação dessas forças e o resultado será a deformação e a ruptura do centro ou núcleo desse X. Pois bem, levemos esse exemplo ao homem. Todo ser humano tem um encadeamento de sete veículos, e se reconcentramos a atenção na mente, corpo mental, que vem a ser o centro de nosso X, o resultado será a ruptura do corpo mental.

Os intelectuais que apenas têm sua atenção fixada no intelecto terminam por romper o corpo mental. Quase todos os intelectuais têm suas manias, demências dissimuladas com teorias e maluquices.

Antigamente o homem era mais simples e, como não tinha o intelecto da alma animal, percebia o mundo sutil e os gênios planetários.

Os homens antigos cresceram espiritualmente sob a influência da Ursa Maior e se os estudantes querem despertar a consciência, devem meditar intensamente na Ursa Maior. Esta constelação irradia forças espirituais poderosas e o homem deverá aprender a conversar com os gênios siderais dessa constelação.

Existe uma chave para o transladamento a essa constelação. A chave é meditar profundamente em uma pedra amarela que existe no astral. Fazei esta prática nos instantes de transição entre a vigília e o sono, então vos transladareis em corpo astral à maior estrela da Ursa Maior, onde existe uma poderosa e gigantesca civilização.

A partir do século XVII a Terra entrou em uma nova época de despertamento espiritual. Esse despertar brilhará com todo seu resplendor no signo de Aquário, a presente era. A causa desse despertar é devida à influência do grande iluminado Buda, que no século XVII se converteu no redentor da humanidade marciana e se crucificou nas forças de Marte para redimir aos marcianos e ajudar a nossa humanidade terrestre com as forças “Búdico-marcianas” que agora são irradiadas desde Marte. Na próxima lição falaremos detidamente de Buda-Marte.

Miguel, Gabriel, Rafael e Orifiel são os quatro senhores que regem a balança cósmica e os quatra ventos: norte, sul, leste e oeste. Estes são os quatro Anjos dos quatro pontos cardeais da terra. A Astrologia Esotériaca deve viver na lei do perfeito equilíbrio.

Lunes, miércoles, viernes, domingo, martes, jueves e sábado; eis a legítima e verdadeira ordem dos dias da semana.*(vide nota ao final)

Este é o autêntico e legítimo calendário que a seita Católico-Romana adulterou e que a nós cabe voltar a restaurar para viver de acordo com a lei do equilíbrio. A semana autêntica está baseada na lei do verdadeiro equilíbrio e ordem planetários.

Devemos aprender a olhar com indiferença as alternativas de prazer e dor, de ganho e de perda.

Diz o Bhagavad-Gita:

“A mente que segue aos sentidos errantes faz a alma tão inválida quanto o bote que o vento extravia sobre as águas. Ensina os Sutta Nipata: “Mata a sensação, olha do mesmo modo o prazer e a dor, o ganho e a perda, a vitória e a derrota.”

Os nativos de Libra deverão viver intensamente este parágrafo a fim de transcender a dor.

Prática

Ponde-vos de pé, com os pés firmes e os braços estendidos para os lados em forma de balança ou cruz. Movimentai-os, inclinando a cintura 7 vezes para o lado direito e 7 vezes para os lado esquerdo, com a intenção de que todas as forças se equilibrem nos rins.

Tipo Astrológico de Libra

As pessoas nascidas sob o signo de Libra são muito hábeis para tudo. No entanto, sofrem muito no amor, pois seus amores e sua vida são tão instáveis como a balança.

*Nota para a Segunda edição:

Considerando as dificuldades que algumas pessoas tiveram para se adaptar à semana astrológica na ordem dada por Samael Aun Weor, para uma melhor compreensão. Resolvemos acrescentar esta nota para a segunda edição.

Esta é a ordem errada dos dias da semana, comumente usada depois da adulteração ou da reforma da calendário:

  • Domingo è dia do Sol (domingo)
  • Segunda-feira è dia da Lua (lunes)
  • Terça-feira è dia de Marte (Martes)
  • Quarta-feira è dia de Mercúrio (miércoles)
  • Quinta-feira è dia de Júpiter (jueves)
  • Sexta-feira è dia de Vênus (viernes)
  • Sábado è dia de Saturno (sábado)

Esta é a antiga e verdadeira ordem planetária:

  • Lua
  • Mercúrio
  • Vênus
  • Sol
  • Marte
  • Júpiter
  • Saturno

Ora, como a Lua rege o 1° dia e Saturno, o último e como o 1° dia da nossa semana (alterada) é domingo, este é o dia da Lua e os outros seguem de acordo. Esta é , portanto, a antiga e legítima semana astrológica:

  • Domingo é dia da Lua
  • Segunda-feira é dia de Mercúrio
  • Terça-feira é dia de Vênus
  • Quarta-feira é dia do Sol
  • Quinta-feira é dia de Marte
  • Sexta-feira é dia de Júpiter
  • Sábado é dia de Saturno

As REGÊNCIAS E RELAÇÕES de cada signo já estão de acordo com a sequência acima.

Na primeira edição, fez-se a tradução dos nomes dos dias em espanhol para o português, razão porque resultou a ordem quebrada de Segunda-feira, Quarta-feira, Sexta-feira, Domingo, Terça-feira, Quinta-feira e Sábado. Nesta segunda edição, manteve-se as denominações espanholas que são: lunes= dia da Lua, miércoles= dia de Mercúrio, etc. O entendimento não é difícil, requer apenas um pouco mais de atenção do que aquela que aplicamos normalmente à simples leitura.

Literatura gotica e Sobrenatural

A história da novela gótica, segundo a concepção purista, foi curta e conseqüência da reação estética tida nos círculos cultos da Europa contra o Racionalismo. Nasceria em 1765 com a aparição do O Castelo de Otranto de Horace Walpole, e morreria em 1815, depois da publicação de sua última obra: Melmoth, o Errabundo, de Charles Maturin. Segundo esta concepção a novela gótica é inseparável de certos elementos de ambientação: paisagens sombrias, bosques tenebrosos, ruínas medievais e castelos com seus respectivos porões, criptas e passadiços bem povoados de fantasmas, ruídos noturnos, correntes, esqueletos, demônios... Sua máxima representante é Ann Radcliffe.

Mas muitos lhe outorgamos uma definição diferente, de forma que cabem nela não só aquelas histórias que sucedem fisicamente nos porões e criptas dos castelos, senão, prioritariamente, as que têm lugar nos mais tenebrosos passadiços e criptas de nossa própria mente. Desta maneira uma novela gótica pode ter ou não elementos sobrenaturais, pode suceder nos passadiços de um castelo medieval ou nos corredores não menos tenebrosos de uma nave espacial, pôde escrever-se no século XVIII, no XVII ou no XXI.

O escritor não emprega os elementos tradicionais do gênero gótico para produzir de forma técnica e matemática determinados efeitos, senão aqueles nascem de forma natural depois da imersão em seu próprio subconsciente e como próprias metáforas. Isto é, a novela gótica se constrói espontaneamente a base de símbolos que habitam no nas profundezas de nossa mente, da mesma forma que ocorre nos sonhos. Assim, as trevas são produto de nossa própria escuridão: sentimentos de solidão, medo, desagrado ante o que nos rodeia; passadiços e subterrâneos, os múltiplos recôncavos de nosso cérebro, a incerteza sobre o caminho a tomar; os personagens fascinantes, esses que procuramos em vão na realidade ou esses que, em todo ou em parte, quiséramos ser.

O escritor de hoje ou o de dois mil anos atrás, vive envolvido num acúmulo de dúvidas e mistérios que anseia responder. No início, as perguntas versam a respeito do cotidiano (o porquê do comportamento humano). Quando se descobre as respostas ou verificado sua inexistência, se produz um sentimento de alienação, de negação e rejeição pertencente à espécie humana. A única maneira de não perecer na mais dolorosa solidão é a crença de que existe outro mundo não dominado pelo homem, um além. O fato de que sua manifestação na literatura costuma corresponder-se com vampiros, fantasmas e o diabo, não é senão uma demonstração da crença na existência de um mundo melhor: se existe o diabo, também existe Deus e toda essa Bondade e Beleza que se supõe. A moderna substituição do demônio pelos extraterrestres não afeta a esta afirmação: um monstro malvado como Alien nada mais é do que a confirmação da existência de outros mundos e, por tanto, de outras culturas e seres superiores e supostamente melhores que os conhecidos. O escritor se submerge no mundo do sobrenatural para ser salvo por seres superiores em circunstâncias que nada têm que ver com as de seu triste meio. Para ilustrar o dito até aqui, uma escritora contemporânea: Anne Rice.

Anne Rice e Lestat

A juventude de Anne Rice (1941) não foi um caminho de rosas. No colégio era uma menina solitária, e nunca em sua infância sentiu que tivesse o amor que precisava. Perdeu sua mãe; uma alcoólatra, aos quatorze anos. Seu pai, pouco afetuoso, voltou a casar-se menos de dois anos depois, o que obrigou a Anne a mudar-se com eles para o Texas. Em 1972 faleceu sua filha de seis anos, vítima de leucemia. No ano seguinte, fruto da dor e numa tentativa de perpetuar a sua filha sob a aparência de uma menina vampiro, nasceu Entrevista com o Vampiro (escrita em 1973 e recusada para sua publicação em várias editoriais até 1976).

Anne Rice afirma: "os escritores escrevem sobre o que lhes obceca. Perdi a minha mãe quando tinha quatorze anos. Minha filha morreu aos seis anos. Perdi minha fé católica. Quando escrevo, a escuridão está sempre ali. Dirijo-me para onde está a dor" (Revista People, 05/12/88).

O personagem mais amado por Anne e seus leitores é o vampiro Lestat. Segundo Anne: "É difícil descrever Lestat. De alguma maneira, é toda minha vida, porque inclusive quando não estou escrevendo sobre Lestat, estou contemplando o mundo através de seus olhos. Foi ele quem me transformou numa viajante, quem me transportou fora de mim mesma e me libertou das preocupações por minhas limitações, tanto físicas como espirituais. Lestat é mais do que um personagem criado por mim. É um símbolo de algum tipo de liberdade e domínio. Representa o lado cruel que há em nós, mas é parte de meus pensamentos dia e noite; e parte de minhas conversas dia e noite, suponho. Ante quase tudo o que vejo, me pergunto: que pensaria Lestat disto? Como reagiria Lestat ante isto? Portanto, diria que ele é minha outra metade. Mas é minha metade masculina e cruel que, obrigado a Deus, não existe outro na ficção".

Os principais elementos do Conto Gótico

Os teóricos da literatura empregaram muito tempo em delimitações temporárias e subcategorizações da novela gótica. Como o representado por Walpole e Sophia Lee, diferenciado pela falta de explicação aos fenômenos sobrenaturais. O Gótico Ilusório de Ann Radcliffe; onde tudo encontra uma explicação racional. O Gótico Satânico, representado por Mathew Gregory Lewis; onde o explicável e o inexplicável se misturam e os fatos se apresentam de forma rude, sem uma prévia aclimação ao terror. Este segmento também foi continuado por Maturin. Há ainda o Realismo Negro, Gótico Filosófico ou Didático Gótico, marginal ou como uma paródia. Assim, limitando-se com freqüência ao século XVIII e princípios do XIX, com o qual unicamente Walpole, Radcliffe, Maturin e Lewis destacam na lista. Para outros, a acepção é muito mais ampla e inclui à prática totalidade dos grandes autores da literatura ocidental.

Da cripta da mente humana saíram as obras mais gloriosas: Hamlet, Fausto, A divina comédia e uma infinidade mais. Obras muito diferentes entre si, mas com o elemento comum de ser uma reação oculta (ou não), inconsciente (ou não) do autor contra seu meio. Devido às características de estilo de um tipo de obra que exige concentrar ao máximo a essência emocional e vivencial do autor (ainda que transmutada até o irreconhecível), junto com o fato de que os elementos simbólicos que aparecem nela são comuns ao subconsciente de todos nós, a novela gótica se caracteriza por sua capacidade para captar o atendimento e induzir a mais profunda concentração ao leitor, por penetrar em seu cérebro e mostrar-lhe seus próprios fantasmas e desejos.

Chris Baldick, em sua introdução The Oxford Book of Gothic Tales, assinala magistralmente: "Em sua estrutura podemos reconhecer os porões e criptas do desejo reprimido, os devaneios e campanários da neurose, o mesmo ao aceitarmos o convite de Poe para ler o Palácio Assombrado, tanto do poema como da alegoria da mente de um louco".

Os elementos sobrenaturais e de fantasia são tão inerentes ao gênero humano que suas primeiras obras literárias (por não falar de suas crenças) são estritamente fantásticas. Realmente se pode apreciar que entre A Odisséia e O Senhor dos Anéis decorreram mais de dois mil anos? A forma narrativa da fantasia mudou um pouco, só um pouco. Também se diversificou e num mesmo tempo aparecem diferentes correntes, mas as motivações e os elementos utilizados (à grosso modo), são idênticos. Para o leitor, a principal motivação é ausentar-se de seu aborrecedor mundo. Mas para isso, alguns elementos são necessários:

Ambientes Desconhecidos

Lugares e épocas passadas ou inexistentes que não possam recordar-nos nosso presente (ambientação na Idade Média durante o século XVIII. No final do século XX em planetas desconhecidos, naves espaciais, épocas futuras, mas também em épocas passadas). Quanto mais viagens, sejam geográficas ou cronológicas, melhor será.

Personagens Fascinantes

Personagens sempre inteligentes, enigmáticos e misteriosos, conscientes de sua culpa e atraentes.

Romantismo

Este ponto precisa de exemplos?

Perigo

Presença obrigatória. O perigo sempre está presente através do terror.

Garotas em apuros

Tradicionalmente, para ser salva pelo herói. Possui um papel secundário. Inclusive na pura literatura gótica, que ocorre em pleno processo de emancipação feminina, e cujas mais importantes autoras são mulheres.

Assim podemos perceber que a literatura gótica não é um gênero que nasceu subitamente e morreu numa época determinada, senão um mesmo gênero, o do sobrenatural (A odisséia não era fantasia. Para os povos da época, os deuses eram reais, não personagens de ficção), que no século XVIII põe em moda uns elementos de ambientação muito concretos, os quais simplesmente substituem a outros, e que, no futuro (hoje) serão por sua vez substituídos pelas novas visões que impõe a evolução de nossa história, mas que, basicamente, a cripta do monge e a cabine da nave cumprem exatamente o mesmo cometido, bem como Frankenstein. O medo, os medos clássicos, primitivos, não são um invento gótico, como alguns sustentam. Os personagens podem nascer e viver numa nave espacial, não há problema. Mas se queremos desintoxicarmos da visão futurista, podemos fazê-los conviver com os cruzados, com os antigos egípcios e inclusive com o neanderthal. Hoje em dia há dúzias de contos com esses temas, conseqüência da popularização dos estudos univer-sitários e a acessibilidade a todo tipo de documentação. Esses temas, baseiam-se nas mesmas causas não premeditadas que fez a Idade Média tornar-se moda no século XVIII (as descobertas das ruínas de Herculano e Pompéia e das ruínas medievais deram lugar a obsessivos estudos sobre o passado que marcaram a arte e o pensamento de toda uma época). A ciência, a técnica e o apogeu do conhecimento sobre o passado da humanidade, estão marcando a nossa, que, literariamente (e cinematograficamente) traduz-se simultânea e paradoxalmente no auge (não no nascimento, que se produziu há muito) da ciência ficção e da novela histórica.

Ao referir-me a uma novela como gótica me refiro àquela, qualquer que seja a época em que tenha sido escrita, que propõe uma viagem ao interior da mente humana utilizando e ao mesmo tempo despindo seus medos primitivos. Portanto, vemos que a denominada novela gótica clássica do século XVIII, não faz senão introduzir umas pequenas variações no mais velho tema da humanidade: o sobrenatural; que nasce no século XVIII (ou se pode conceber uma cena mais gótica do que Caronte sumido nas trevas da lagoa Estigia, com o rumor dos mortos ao fundo, e transportando em sua barca, as almas dos novos defuntos?) não morre. Simplesmente, como a energia ou os dinossauros, transforma-se.